Biblioteca Municipal de Vila Real promove regularmente, a partir do dia 12 de Novembro, um atelier de restauro e conservação de livros antigos.
quarta-feira, novembro 12, 2008
A Biblioteca Municipal de Vila Real passa a promover regularmente, a partir do dia 12 de Novembro, um atelier de restauro e conservação de livros antigos.
“A minha turma salva um livro” é uma actividade dirigida a crianças do Ensino Básico que visa divulgar a importância da conservação dos livros como fonte de memória e património literário. “A minha turma salva um livro” é uma actividade prática, com as crianças a participarem no processo de manutenção dos livros do Fundo Antigo da Biblioteca Municipal, desde a limpeza à catalogação e ao acondicionamento no depósito de conservação. Pretende-se que, neste atelier, os alunos aprendam os conceitos fundamentais de preservação a que os livros centenários são submetidos. Desta vez, os “pequenos restauradores” têm a oportunidade de manusear com todo o cuidado duas primeiras edições dos sermões do Padre António Vieira, justamente numa altura em que se comemoram os 400 anos do seu nascimento.
Grande parte do Fundo Antigo da Biblioteca Municipal de Vila Real resulta dos acervos dos Conventos de São Francisco e de São Domingos, extintos em 1834. Cinco anos mais tarde, é criada a Biblioteca Pública de Vila Real, uma das mais antigas do País. No seu novo edifício, inaugurado em 2006, a Biblioteca reúne já perto de 50 mil livros.
Relevante parte do Património documental da Biblioteca Pública de Évora será digitalizado
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
"A Biblioteca Pública de Évora e o Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IAN/TT) e assinam esta quarta-feira, dia 28, dois protocolos de colaboração, um com a Universidade de Évora e outro com a Fundação Alentejo Terra Mãe.
Ambos os protocolos visam a salvaguarda, valorização e divulgação do riquíssimo património documental da biblioteca eborense e, graças a eles, grande parte deste espólio será digitalizada e disponibilizada na Internet.
A assinatura destes protocolos tem lugar na Biblioteca Pública de Évora, esta quarta-feira, às 18 horas.
A Universidade de Évora, através do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS), e do Centro de Investigação em Tecnologias de Informação (CITIUE), colaborará com a Biblioteca Pública de Évora num programa de digitalização de documentos, sobretudo nas áreas da cartografia, manuscritos e material arquivístico, relevantes para os seus campos de estudo, centrados na Europa do Sul e Mediterrâneo. Para além disto, este protocolo dá forma escrita a uma cooperação já existente entre o CIDEHUS e a BPE no campo da investigação, organização de eventos científicos e promoção da leitura.
A Fundação Alentejo Terra Mãe, que está a desenvolver o Projecto Biblioteca Digital do Alentejo (BDA), com o objectivo de disponibilizar, via Internet fundos documentais relativos ao Alentejo, colaborará com a BPE na digitalização e divulgação da parte destes fundos existente na biblioteca.
Não é demais realçar o grande alcance e o previsível impacto que a assinatura destes protocolos tem para a Biblioteca Pública de Évora e para as outras instituições signatárias. Numa altura de grande escassez de recursos, só a profunda interligação entre a BPE e outras instituições da comunidade permite alcançar objectivos de outra forma dificilmente atingíveis."
Fonte: Biblioteca Pública de Évora (newsletter)
"Grande parte dos quase 700 mil volumes da Biblioteca Pública de Évora vai ser digitalizada, para ficar acessível na Internet, num projecto para a salvaguarda, valorização e divulgação daquele espólio.
Para concretizar o projecto, a Biblioteca Pública de Évora (BPE), tutelada pelo Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, assina quarta-feira, às 18h, protocolos com a Universidade de Évora (UE) e a Fundação Alentejo - Terra Mãe.
Segundo o director da BPE, José António Calixto, estas parcerias são "muito importantes" porque permitem garantir os recursos financeiros e humanos necessários à concretização do projecto de digitalização. "Estes processos são caros e exigem recursos humanos especializados, que a BPE não tem", salientou, destacando que bibliotecas como a de Évora, com "fundos documentais antigos e, em alguns casos, únicos", precisam de digitalizar o seu acervo.
Por um lado, acentuou, a digitalização contribui para a preservação desse mesmo espólio, permitindo que os documentos originais "possam ser poupados à consulta pública". "A BPE tem vários documentos em mau estado, alguns deles únicos, que, desta forma, podem ser consultados sem serem manuseados, evitando-se também que outros, em bom estado de conservação, corram riscos", explicou. Por outro lado, com este projecto, a BPE também assegura a divulgação do seu espólio, tornando possível a qualquer estudioso ou interessado, "em qualquer ponto do mundo, consultar as fontes documentais através da Internet".
O protocolo com a UE, através do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS) e do Centro de Investigação em Tecnologias de Informação (CITIUE), abrange a digitalização de documentos centrados na Europa do Sul e Mediterrâneo. A cartografia, manuscritos e materiais arquivísticos relevantes para os campos de estudo do CIDEHUS são as áreas abrangidas no acordo de colaboração.
"O protocolo dá forma escrita a uma cooperação já existente entre o CIDEHUS e a BPE no campo da investigação, organização de eventos científicos e promoção da leitura", informa a biblioteca, em comunicado. Quanto ao protocolo com a Fundação Alentejo - Terra Mãe, que está a desenvolver o projecto Biblioteca Digital do Alentejo, a parceria vai incidir na digitalização e divulgação dos fundos documentais relacionados com a região existentes na BPE.
A Biblioteca Digital do Alentejo, que a fundação apresenta como a "primeira biblioteca on-line, a nível nacional, com cariz regional e acessível a invisuais", vai conter obras sobre a região e da autoria de alentejanos. De acordo com José António Calixto, o próximo passo, após a cerimónia de assinatura dos protocolos, prende-se com a instalação na BPE das duas máquinas que vão proceder à digitalização dos documentos.
"Dentro de um ano, penso que já poderemos disponibilizar na Internet uma quantidade importante de materiais", vaticinou, escusando-se, contudo, a precisar o total de fontes documentais que vão ser alvo do projecto. Isto porque, disse, a BPE "é tão rica" e conta com "espólio tão vasto" que, mesmo com duas máquinas digitalizadoras, "o trabalho pode durar anos e anos".
Criada há 200 anos por Frei Manuel do Cenáculo, a BPE é considerada uma das mais ricas do país e é beneficiária do Depósito Legal desde 1931. O seu espólio, com espécies raras e únicas no mundo, inclui 664 incunábulos e 6.445 livros impressos do século XVI, além de vários núcleos de documentos manuscritos, de cartografia, música impressa e mais de 20 mil títulos de publicações periódicas."
Biblioteca Nacional prossegue desinfestação dos documentos do seu departamento de iconografia
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Como já tínhamos divulgado neste blogue em 28 de Dezembropassado a Biblioteca Nacional (BN) prossegue com uma desinfestação do seu departamento de iconografia, devido a uma praga de insectos. Como tal este departamento continuará encerradoaté fins de Abril paraserão desinfestados dezenas de milhares de documentos, alguns com vários séculos de existência.
"Segundo a bibliotecária Luísa Cabral, da BN, o insecto detectado em Outubro passado é um antrenídeo também conhecido como «escaravelho de alcatifa», que procura alimentar-se da celulose nos livros.
«Dezenas de milhares» de documentos do depósito de iconografia, em que são guardadas gravuras e desenhos, foram retirados e isolados para serem desinfectados através um método que não emprega quaisquer produtos químicos, a anoxia ou asfixia.
Luísa Cabral explicou que os documentos são colocados em caixotes, que são posteriormente empilhados, prestando atenção à sua fragilidade, que obriga a regras no acondicionamento dentro dos caixotes. Cada volume de caixotes é depois embrulhado em plástico, numa «bolha gigante» hermética. O ar dentro das bolhas é depois retirado e substituído com uma mistura composta essencialmente por dióxido de carbono (a 95 por cento). Três semanas depois, todos os insectos, larvas e ovos estarão mortos por asfixia.
Os insectos foram detectados no âmbito das acções regulares de controlo de pragas realizados pela BN, através da colocação de armadilhas. Embora seja habitual encontrar parasitas, a BN concluiu que estava perante uma infecção que poderia pôr em risco os materiais iconográficos e começou em Dezembro a desinfestação, depois de esvaziar o depósito, que foi também limpo."
A BN espera que o trabalho esteja concluído «bem no fim de Abril» para depois reabrir em Maio o depósito de iconografia, interdito à leitura desde que começou a desinfestação, tal como o depósito dos reservados.
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada procede à digitalização das suas obras mais consultadas e mais valiosas.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada está a proceder à digitalização das suas obras mais consultadas e de maior valor histórico dos seus títulos, com o intuito de facilitar e generalizar o seu acesso, presencial ou não. Este serviço deverá ser disponibilizado, parcialmente, já durante este ano.
No website da instituição na Internet, os cibernautas vão poder, também no futuro, pesquisar a biblioteca digital e ficar a conhecer as colecções particulares que compõem o acervo da Biblioteca de Ponta Delgada.
A Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada conta com mais de 110 mil títulos, provenientes de colecções privadas e de conventos, dos quais mais de 85 mil já foram devidamente catalogados. Para além disso a Biblioteca conta já com 2.850 utentes com cartão de leitor.
"A Biblioteca Pública de Ponta Delgada está entre as quatro maiores do país devido à raridade dos títulos que dispõe", afirmou Francisco Silveira, o responsável pelas colecções particulares da Biblioteca, ao destacar um livro de Fernão Lopes da Castanheda, de 1551, que conta a história dos descobrimentos e conquistas portuguesas na Índia e que não existe na Biblioteca Nacional, em Lisboa.
Um cofre climatizado guarda uma das principais raridades do acervo da Biblioteca de Ponta Delgada: um dos seis exemplares referenciados da primeira edição de "Os Lusíadas", de 1572. Trata-se da única biblioteca nos Açores a dispor de um exemplar tão raro da obra.
Perante a sua raridade e valor histórico, a obra maior do poeta Luís Vaz de Camões, está "cercada de cuidados", explicou Francisco Silveira. Esta 1ª edição de "Os Lusíadas " tem sido, ao longo dos anos, apenas solicitada por investigadores e estudiosos, a maioria dos quais professores universitários. Apesar da fragilidade, o livro, de 18 centímetros de altura, editado em Lisboa, "está em bom estado de conservação", assegurou Francisco Silveira, ao adiantar que o exemplar poderá ser consultado pelo público, mas com certas regras a cumprir.
A obra pode ser consultada, depois de preenchida uma ficha, como acontece com os outros livros da biblioteca, embora o requerente tenha de justificar, por escrito, qual o seu propósito. Apesar de disponível, é, ainda, "rara" a requisição desta edição de "Os Lusíadas" por desconhecimento da sua existência em Ponta Delgada, admitiu. Aliás, em 2006 não teve nenhum pedido de consulta.
A primeira edição de "Os Lusíadas" faz parte dos cerca de 18 mil títulos da biblioteca pessoal de José do Canto,que engloba livros do século XV ao XIX , adquiridos em Maio 1942 pela instituição. "Trata-se de uma das mais valiosas colecções privadas, quer pela raridade das espécies bibliográficas, quer pela colecção camoniana, considera pelos especialistas a segunda a nível nacional", afirmou Francisco Silveira.
A colecção particular do bibliófilo da ilha de micaelense contém quase todas as primeiras edições de autores portugueses contemporâneos, como Alexandre Herculano, Antero de Quental, Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós, e alguns estrangeiros, como Darwin e Dumas (pai e filho), indicou.
Além disso, a colecção camoniana de José do Canto reúne todas as edições de "Os Lusíadas" editadas em Portugal até 1898, ano da sua morte. "No total são cerca de 110 edições portuguesas, publicadas entre 1572 e 1892", disse Francisco Silveira, acrescentando que a colecção inclui, ainda, cerca de 105 edições estrangeiras, traduzidas em húngaro, alemão, inglês, francês, italiano, espanhol, russo e japonês. Este acervo bibliográfico de grande valor histórico foi possível reunir , ao longo dos anos, fruto dos contactos que José do Canto manteve com vários alfarrabistas em França e Inglaterra.
Outra das grandes preciosidades da instituição é uma Torah antiga, que foi encontrada, há vários anos, numa gruta junto ao mar na vila de Rabo de Peixe, entretanto já recuperada, disse. Trata-se de uma rara edição do livro sagrado dos judeus e depois de analisado por especialistas da Universidade Hebraica de Jerusalém, foi classificado pelo Governo Regional dos Açores como património da região. A "Torah de Rabo de Peixe" foi escrita cerca do ano 1700 na cidade marroquina de Mogador (Essouira, na língua local), onde um século mais tarde nasceu Mimon Abohbot, um judeu que se estabeleceu em Angra do Heroísmo em 1824.
Além da colecção privada de José do Canto, a biblioteca de Ponta Delgada conta com o acervo de nomes como Ernesto do Canto, Marquês Jácome Correia, Teófilo Braga, Natália Correia, Mota Amaral, entre outros nomes. A propósito, a biblioteca não implementou, ainda, a utilização de luvas para manusear os livros mais valiosos ou de maior interesse histórico do seu acervo."
Biblioteca Nacional desinfesta os 'reservados' de insectos
sexta-feira, dezembro 29, 2006
A área de iconografia da Biblioteca Nacionalfechará a partir de Janeiro e os "reservados" terão acesso condicionado até Maio ou Junho do próximo ano. revelou a sub-directora da BN, Maria Inês Cordeiro.
Esta medida surge após se ter detectado em Outubro deste ano a presença de larvas de coleóptero (insecto nocivo) em armadilhas colocadas naqueles locais. «Não temos notícia de alguns exemplares terem ficado danificados. Mas imediatamente contactámos o Ministério da Cultura, a quem expusemos a situação, tendo sido imediatamente disponibilizados 50 mil euros para a primeira fase da desinfestação», sublinha a responsável.
A circulação de obras nos "reservados" sofrerá algumas restrições, embora por fases, já que a desinfestação não decorrerá toda ao mesmo tempo. "Até aos anos 90 fazia-se com gás. Mas, por ser prejudicial, agora utilizam-se métodos ecológicos, mais falíveis e morosos. A desinfestação será a pouco e pouco, por colecções, ficando durante três semanas sem poderem ser consultadas, as que estiverem sob tratamento".
Neste momento as restrições apenas indicam que nenhuma obra deverá sair dos "reservados", para não levar o insecto para outras zonas. Sobre o trabalho que ali decorre por parte de alguns investigadores, a sub-directora da Biblioteca Nacional sublinhou que "tentamos conciliar o tempo do tratamento com a necessidade de alguns utentes".
Parte do trabalho já foi iniciado. Foram montadas estantes especiais e embrulhadas documentações para, a partir do início do próximo ano, ficarem à mercê das substâncias que matam o insecto em causa e exigem atmosfera modificada. A própria sala de leitura dos "reservados" será também sujeita a uma limpeza especial.
Haverá uma nova fase de desinfestação em 2007, se se provar que o insecto surgiu em novos locais. Mas o segundo semestre do próximo ano marcará o início da construção da continuação da torre dos depósitos da Biblioteca Nacional, uma obra contemplada em PIDDAC e que orçará em 12 milhões de euros. Altura em que será renovado o velho sistema de controlo da temperatura e humidade, que data de 1969. "
Lançamento de livro"Introdução à Preservação Digital – Conceitos, estratégias e actuais consensos", de Miguel Ferreira.. Obra em "Acesso Livre"
sábado, novembro 25, 2006
"A Escola de Engenharia da Universidade do Minho promove o lançamento do livro " da autoria de Introdução à Preservação Digital – Conceitos, estratégias e actuais consensos", de Miguel Ferreira, investigador no Departamento de Sistemas de Informação da Universidade do Minho.
A obra será apresentada pelo Dr. Eloy Rodrigues, no próximo dia 28 de Novembro (terça-feira), no âmbito da "2ª Conferência sobre o Acesso Livre ao Conhecimento". Este evento realizar-se-á no Anfiteatro B1 do Complexo Pedagógico II, da Universidade do Minho em Gualtar, Braga.
Esta publicação tem como objectivo descrever e contextualizar as principais iniciativas que visam solucionar o problema da obsolescência tecnológica que ameaça o acesso continuado ao património intelectual, científico, histórico e artístico actualmente produzido em formatos digitais. O seu público-alvo são profissionais ou estudantes da área das ciências da informação e preservação do património, como arquivistas, bibliotecários e informáticos.
Esta obra será publicada em “Acesso Livre” o que significa que será disponibilizada de forma livre e gratuita na Internet permitindo a qualquer utilizador ler, descarregar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou referenciar o texto integral documento. O livro poderá ser descarregado na sua totalidade a partir do repositório da Universidade do Minho em hdl.handle.net/1822/5820
Grupo Amigos de Lisboa aspiram a nova sede que integre Biblioteca conforme ao seu valioso acervo de obras sobre Lisboa
terça-feira, agosto 01, 2006
O Grupo Amigos de Lisboa (GAL) fundado há 70 anos ambiciona possuir uma sede mais apropriada ao prestigio e dimensão e actual da sua associação. As actuais instalações (um rés-do-chão de um velho prédio lisboeta) não comportam as condições mínimas de funcionamento e de desenvolvimento de iniciativas.
E é neste espaço que se encontra o seu singular acervo bibliográfico (cerca de 14 mil títulos) que "conta" a história de Lisboa, amontoado em pilhas e caixotes pelos corredores e numa sala que funciona como uma espécie de armazém. "Nestas instalações nem dá para ter a biblioteca a funcionar", refere Salete Salvado, presidente da Junta Directiva do GAL. Urge uma nova sede, pelo menos, para preservar condignamente o fundo documental.
O GAL publica a revista Olisipo (de periodicidade irregular por motivos financeiros), a única publicação que tem Lisboa como tema exclusivo e que é tão antiga quanto o grupo.
"Mais que a cópia pela cópia, importava facilitar o acesso do público ao imenso acervo de publicações da casa. Dar-lhe mobilidade, um uso mais flexível e abrangente. E a ideia, por ser válida, pegou: a Hemeroteca Municipal de Lisboa (HML) gerou a Hemeroteca Digital, seguidora da lógica simplificada das novas tecnologias. Hoje, em construção diária e à distância de um clique, estão publicações desde as origens da imprensa periódica portuguesa à actualidade.
"A iniciativa só começou a ter andamento no Verão do ano passado, os contornos estão ainda bastante em aberto para novas sugestões e modos de fazer", explica Elisabete Rocha, uma das responsáveis pelo serviço de actividades culturais e educativas desenvolvidas no espaço do antigo palácio dos Condes de Tomar, em Lisboa.
Não sabendo se a ideia passa por digitalizar a totalidade do espólio, Elisabete Rocha salienta, contudo, a importância de os utilizadores acederem "com facilidade e rapidez" a fontes documentais seleccionadas e aos fundos local e histórico "que, no fundo, são a alma da biblioteca". (…)
Das muitas publicações periódicas portuguesas a transferir para o online, a HML conclui já a digitalização integral de A Capital, a partir de microfilme, num projecto que exigiu o tratamento de perto de 20 mil imagens. Um novo ponto a favor da Hemeroteca Digital, que dá agora acesso a um dos primeiros jornais nacionais do primeiro quartel do século XX, fundado em1910 por Manuel Guimarães e uma das pérolas das letras de forma portuguesas.
Tal como este, reitera Elisabete Rocha, "são muitos os jornais e revistas que temos aqui sem que alguém faça a mínima ideia!" Há todo um mundo por descobrir nas estantes e (agora) nos computadores. "Existem documentos raros, artigos censurados a azul, publicações únicas. É uma biblioteca específica com uma história enorme a correr desde o século XVIII até à actualidade", desfere a responsável, maravilhada, ainda hoje, com os tesouros velhos que vê ganhar novas cores a cada dia que passa. "São boas memórias."